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Museu de Arte Popular, o traço de Niemeyer na Rainha da Borborema


Inaugurado em 2012, mas aberto ao público somente em 10 de junho de 2014, o Museu de Arte Popular da Paraíba (MAPP) é um marco da arquitetura moderna integrada ao espaço urbano regional, obra projetada por Oscar Niemeyer [1907-2012], uma das suas últimas criações, cuja arquitetura já se incorporou à paisagem de Campina Grande, na Paraíba, a 100 km da capital João Pessoa.

“É uma obra emblemática”, avalia a arquiteta e urbanista Fabrinny Neves, que conheceu o museu em 2016 e sempre que tem oportunidade volta ao local para conferir as exposições. Segundo ela, a referência à cultura local é uma particularidade do museu que conquista o visitante e amplifica o “impacto inicial do contato com uma obra de um dos mestres da arquitetura moderna”.

Segundo a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), mantenedora do local, ancorado às margens do Açude Velho, o Museu de Arte Popular da Paraíba configura-se como um centro de estudos e documentação da cultura nordestina, especialmente a paraibana.

Durante sua construção, priorizou a utilização de recursos humanos locais. Em entrevista concedida ao G1 sobre a inauguração da obra, o arquiteto Luiz Marçal, da equipe de Niemeyer, informava que no total, mais de 60 operários trabalharam na obra entre pedreiros, mestre de obras, serventes, pintores, eletricistas, entre outros.

O MAPP está situado sobre uma praça, em uma borda do Açude, por sua arquitetura pensada de maneira a não prejudicar a visão do espelho d’água. Composta por três edificações suspensas, a leveza do conjunto destaca sua plasticidade e funciona como uma escultura visível de todo o perímetro do Açude.

Os blocos cilíndricos envidraçados são ligados por uma plataforma e das diversas partes da edificação podem ser admirados o Açude e a cidade em seu entorno, constituindo uma atração a mais para o visitante.

Carinhosamente chamado pela população do ‘Museu dos Três Pandeiros’, por conta da sua forma, o equipamento é fruto da iniciativa e abnegação de muitas pessoas, que aceitaram o desafio de construir e incorporar à Universidade esta magnífica obra, que certamente se constituirá numa referência de cultura brasileira.

Cada um dos “pandeiros” do MAPP tem uma finalidade específica, mas intercomunicante pelas contiguidades, onde a música se relaciona às danças; as danças à dramaticidade e poesia do romanceiro e este à plasticidade de tudo aquilo que é feito pelas mãos dos artistas e artesãos.

O museu funciona de terça-feira a sexta-feira, das 10h às 20h, e no final de semana, de 15h às 20h.

Fonte: g1.globo.com/pb/paraiba; museu.uepb.edu.br

Fotos: Renato Moraes


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