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Campina Grande: Museu de Arte Popular da Paraíba recebe exposição Movimento Armorial – 50 anos

Atualizado: 23 de jul. de 2023



Se você vai a Campina Grande por estes dias, ou var dar uma esticadinha pelo interior da Paraíba nestas férias de julho, anote aí na sua agenda. A exposição Movimento Armorial – 50 anos fica em cartaz no Museu de Arte Popular da Paraíba até 20 de agosto.


Idealizado pelo paraibano Ariano Suassuna, o Movimento Armorial foi criado na década de 1970. Com foco na valorização das artes populares nordestinas, abrange a literatura, a música, a dança, o teatro, as artes plásticas, a arquitetura, o cinema ... enfim, um turbilhão de cultura genuinamente brasileira.


O evento conta com patrocínio do Ministério da Cultura e Petrobras, idealização e coordenação da produtora Regina Rosa de Godoy, curadoria de Denise Mattar, consultoria de Manuel Dantas Suassuna e Carlos Newton Júnior.


A exposição tem peças de artistas como Miguel dos Santos, Francisco Brennand, Gilvan Samico, Aluísio Braga, Zélia Suassuna - esposa de Ariano - e Lourdes Magalhães. A Onça Caetana, um dos principais personagens do paraibano, recebe os visitantes para uma foto logo na entrada no museu.


O roteiro é de encher os olhos e o espírito. A mostra é distribuída em três espaços, os famosos três pandeiros (galerias) que caracterizam o museu, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, inaugurado em 2012 e aberto ao público em 2014.


Lá estão os figurinos do Auto da Compadecida, um dos textos mais conhecidos de Suassuna, as lindíssimas peças de tapeçaria feitas por Zélia Suassuna, esposa de Ariano; os registros das Ilumiaras, que são manifestações artísticas ou locais onde Ariano viu uma energia sagrada, criadora. E as bem traçadas letras do alfabeto nordestino, idealizado por Suassuna a partir dos desenhos de ferros de marcar bois. Lá estão as obras de mestres do cordel, um dos alicerces do movimento.


O termo "Armorial” vem do francês “armoiries” – brazão ou “armes” – armas. Neste sentido, o movimento representa uma metáfora, uma heráldica nordestina com estética, grafismos, filosofia e alfabeto próprios.


É arte pura, brasileira, regional, nordestina. "Quanto mais a gente se envolve, mais a gente descobre", diz Regina Godoy a respeito desse universo cultural sobre o qual os organizadores se debruçaram.


O Museu de Arte Popular da Paraíba funciona de terça a domingo. Fica na região central da cidade, às margens do Açude Velho, rua Dr. Severino Cruz, s/n.


Campina Grande está a cerca de 130 km de João Pessoa, no Planalto da Borborema. A cidade já foi a segunda maior produtora de algodão do mundo, mas até hoje é importante polo industrial do Nordeste.


Foto: Nina Fragale

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